Quarta-feira, 3 de Junho de 2009

Caminho de Finisterra em BTT

Após 6 meses a prepararmos a ligação em BTT entre o Minho e o cabo de Finisterra (Espanha) e em vésperas da partida para uma das nossas maiores aventuras, acontece o inesperado… O nosso condutor de carro de apoio fica impossibilitado de nos acompanhar por motivos de saúde.

Confrontados por esta falha logística estávamos forçados simplesmente a desistir da viagem e do planeamento de meses anteriores. Ainda assim, e de forma a não perdermos por completo a aventura, surgiu um novo plano de viagem em contra relógio… pedalarmos apenas pelos locais de maior interesse e todos os dias deslocarmo-nos para os pontos estrategicamente planeados.
Assim, para o primeiro dia rumámos até Valença onde efectuamos a primeira etápa.
Dia 1
Iniciámos o percurso de 81km pelas 9H no centro de Valença. Este percurso do 1º dia teve passagem pela mais antiga Vila do país… Ponte de Lima! Aí pedalámos pelas margens do rio e pelo centro histórico. Este foi também o percurso onde encontrámos os melhores e os mais rápidos single tracks para os verdadeiros amantes do puro BTT.
(Forte de Valença)
(Ponte sobre rio Minho)
Ao final da tarde, e já no regresso a Valença pelas 19H fizemos ainda passagem pela ponte sobre o rio Minho que faz fronteira entre Portugal e Espanha, pela cidade de Tui (Espanha) e pela imponente Fortaleza de Valença.

(Vista do forte de Valença sobre Tui)

 

Dia 2

Para o segundo dia atravessámos a fronteira e dirigimo-nos até Padrón na província da Corunha.  Segundo a lenda, Padrón é o local em que aportou a barca que transportou os restos mortais do apóstolo Santiago desde o médio oriente até à Península Ibérica.

(Igreja de Santiago - Padrón)

Este percurso de 72km de paisagens variadas e ricas em património histórico  e em plena harmonia com o espaço natural envolvente, teve início junto à ponte romana e o antigo porto fluvial e passagem pelas margens do rio Sar, pelo parque natural do rio Ulla, e pelas localidades de Torres de Oeste (onde existem ainda ruínas das antigas torres de defesa militar), Catoira, Dimo, Coaxe e Sete Curos .

(Torres do Oeste - Catoira)

(Ponte Romana - Padrón)

Dia 3

Para o 3º dia planeamos a passagem por Santiago de Compostela, onde avançamos por pequenas e típicas ruas com todo o seu esplendor histórico. Já nesta tarde esta foi também a zona de menos interesse para quem gosta de puro BTT, estradões largos e muito asfalto e ainda a chuva que se fazia sentir não permitia muitas alternativas. Este dia foi o de percurso mais reduzido, apenas 43 km com passagem pela Catedral de Santiago e pelas localidades de Villanova, de Santiaguino, e Vedra . Assim, aproveitámos também para recuperar energias.  

(Igreja de Santiaguino - Vedra)

  

 

 

 

Dia 4

A noite que ficara para trás deixava-nos adivinhar o que nos esperava neste 4º dia: chuva intensa, descida de temperatura e algum vento forte. Previsões nada agradáveis… Decididos a levar a cabo a aventura à qual nos tínhamos proposto partimos rumo a Finisterra e a costa da Morte, na zona mais ocidental da Galiza e das águas bravas do mar. Este foi durante muitos anos o fim da terra conhecida e um espaço mítico, simbólico e cheio de crenças.

Partimos para esta última etápa e decidimos seguir primeiro a rota até Muxía e daí até Finisterra. Um engano na rota fez-nos andar cerca de 20km perdidos e debaixo de um temporal em que as baixas temperaturas quase nos obrigaram a desistir do objectivo. No entanto, com muita persistência e tudo mais que desconhecíamos ter, prosseguimos a rota com passagem por Olveiroa, um pequeno núcleo rural com belos conjuntos de espigueiros destinados à conservação dos produtos do campo, e avançámos entre aldeias, campos de cultivo, bosques, e com a presença do mar e praias agrestes. Uma paisagem espectacular, onde o campo contracena com o mar.

(Olveiroa)

 

(Um dos maiores espigueiros da Galiza)

 A chegada a Muxía foi  por um single track algo perigoso que devido às condições climatéricas e ao piso escorregadio muito rápido a descer foi exuberante e já com vista sobre o mar.

(Muxía)

A partir daqui o percurso prosseguiu por caminhos empedrados do velho caminho real e por formações rochosas até Finisterra onde completamos a 4ºetapa com 107km e onde o contabilizámos 310km no total dos 4 dias de aventura.

 


publicado por aventura100limites às 11:29
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