28 e 29 de Junho
Com um fim de semana livre e com este Trecking já agendado a algumas semanas, rumámos em direcção a Loriga no Parque Natural da Serra da Estrela em busca de novas sensações, ritmos e ambientes, utilizando para isso uma caminhada de longa distância e difícil na mais elevada serra de Portugal em autonomia total e em dois longos dias onde seria indispensável muita resistência física e psicológica pois seriam 2 dias seguidos a caminhar com uma grande e pesada mochila às costas num percurso muito exigente e também muito técnico.
Esta zona montanhosa proporciona caminhadas com paisagens espectaculares e natureza marcada por vales e covões glaciares a elevada altitude.
Para o 1ºdia programámos o início em Loriga e a ascensão ao longo da Garganta de Loriga até ao Cântaro Magro e a descida até ao Covão da Ametade onde acampávamos para no 2º dia fazermos o regresso no sentido contrário. Contávamos com cerca de 13 a 15 Kms(desnível de 1090m a subir) e aproximadamente 9h de percurso.
Dia 1
6H30 – Partida de Leiria
9H00 – Chegada a Loriga
9H53 – Depois de alguns imprevistos a nível de material e localização chegámos ao estradão que nos levaria até à Garganta de Loriga.
www.360portugal.com/Distritos.QTVR/Parques_Naturais.VR/Serra_da_Estrela/20VR_Loriga.html
12H33 – Com uma temperatura adversa (39graus) e depois de alguns kms perdidos do trilho correcto e já com 2H39 de percurso encontrámos uma única sombra onde aproveitámos para repousar e comer alguma coisa.
Agendada estava esta rota com inicio em S.Martinho do Porto e final em Foz do Arelho mas depois de alguns contratempos e imprevistos de última hora os meus colegas de aventuras acabaram por ficar impossibilitados de participar nesta rota.
Ainda assim, decidi partir sózinho e dar uma “volta” por S.Martinho.
Assim apanhei o comboio em Leiria pelas 7H15 para esta curta viagem.
Cerca das 7H50 já me encontrava em plena marginal de S.Martinho numa manhã cheia de sol e que se adivinhava calorenta.
Ainda sem saber ao certo qual a direcção a tomar abandonei a Rota préviamente definida.
Decidi dirigir-me para norte de modo a subir a encosta desta povoação e entrar nos trilhos. Já bem no cimo da encosta e de deixar o asfalto deparei-me com alguns trilhos que percorriam as falesias e assim continuei a progressão para norte.
Mais uns kms e o trilho começava a ter piso mais irregular e a encontrar também alguns singletracks mais técnicos mas também mais interessantes e sempre com vista sobre o mar do lado esquerdo e a serra com alguns moinhos à direita.
Pelas 10H30 e já com 2H30 de caminhada avistei a praia do Salgado e ao fundo a Nazaré e aí decidi qual seria a rota a cumprir, continuar nos trilhos pela serra em direcção aos moinhos e depois terminar na Nazaré e fazer o regresso a Leiria de autocarro ou esperar por uma boleia.
A partir daqui o percurso já não era tão interessante, os singletracks e trilhos deram lugar a estradões mas por sua vez os desníveis eram mais acentuados e o calor também não facilitava.
Depois de passar os moinhos ainda encontrei uma pequena aldeia abandonada e a partir daí foi sempre a descer em direcção à igreja de S. Guião.
Daí foi sempre a seguir o estradão para terminar os últimos kms em asfalto na estrada nacional que liga Famalicão à Nazaré.
5H10 foi o tempo total deste percurso com o final em plena marginal da Nazaré.
Marco
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. Links úteis:
. Federação Portuguesa Montanhismo Escalada
. Retiro da Avó Lídia