A travessia Algarviana consiste na ligação pelo interior do Algarve entre o Cabo de S.Vicente em Sagres e Alcoutim, junto ao rio Guadiana com a extensão de 300 km na sua maioria instalados na serra algarvia, passando pelas serras do Caldeirão e de Monchique.
Apesar da Via Algarviana não ter sido estabelecida com um propósito religioso, a verdade é que a sua origem mistura-se, em parte, com aquilo que foi conhecido comoos "Caminhos de S.Vicente", um itinerário do séc. XI, traçado desde Alcoutim, Silves, Lagos ao Promontório de Sagres ou Cabo de S. Vicente, que segundo a história, foi nesse local que as relíquias de São Vicente deram á costa, numa barca, guardada por dois corvos, que a vigiaram desde Valência até à costa algarvia, motivando assim as peregrinações. Este itinerário ficou conhecido como o primeiro de sete itinerários Mediavais.
Muitos de Vós ao visualizarem estas fotos poderão achar que estão trocadas ou nos enganámos no album fotográfico mas não, este é um Algarve diferente daquele que a maioria está habituada e do que habitualmente somos confrontados, um Algarve de aldeias típicas deste interior e alguns casos praticamente desertificado.
Dia I - 29 Março
Para este percurso, a partida foi dada junto ao farol do cabo de S.Vicente pelas 9h00.
Iniciámos a viagem debaixo de chuva e vento gélido.
Chegada a Marmelete com cerca de 84 km pelas 16h10 onde pernoitámos na casa do povo local.
Dia 2 - 30 Março
Partimos de Marmelete pelas 8H30 para o segundo dia da travessia que ficou marcado pela ascenção as dois pontos mais elevados do Algarve, Foia (900 mt) e Picota.
ascenção à Foia
Picota
O nosso companheiro de viagem (Ruben) entusiasmou-se com a descida... e acabou por se perder!
Final de etapa em Silves pelas 15H10 e com 52 km. Aqui ficámos alojados no pavilhão dos bombeiros.
Esta foi a etapa mais curta da travessia mas com maios desnível acumulado, 1990 mt.
Dia III - 31 Março
Início de nova etapa pelas 8H00.
Uma distração inicial do nosso inseparável GPS obrigou-nos a perder-nos no trilho correcto durante 5 km em que tivemos de carregar com as Bikes. Valeu-nos ainda assim a melhor das visões, um veado em plena serra.
Final de etapa em Salir pelas 16H00 e com 75 km onde pernoitámos na escola secundária.
A parte final desta etapa foi efectuada entre muros de pedra e piso muito irregular a fazer-nos lembrar a "nossa" serra de Aire e Candeeiros.
Dia IV - 1 Abril
8H30 - partida para a mais dura etapa com elevado desnível acumulado.
Esta etapa ficou caracterizada pelas longas súbidas e os contantes desníveis numa mudança de paisagem para solos mais secos.
Final de etapa em Vaqueiros (65 km) onde ficámos alojados no salão do clube desportivo.
Vaqueiros é uma aldeia construida sobre um povoado árabe e de comunidades rurais da época árabe.
Dia V - 2 Abril
Partimos pelas 8H30 para a etapa final (50 km) desta travessia.
Esta etapa, revelou-se mais rolante mas ainda assim a termos de contornar alguns "obstáculos"... a ribeira da Foupana.
Uma aventura ... saudável !
antigo moinho de água "Moinho da Rocha do Corvo"
Ribeira da Foupana
Menires de Lavajo
Rio Guadiana
Alcoutim
Final da travessia em Alcoutim com o total de 309 km e 7790 mt de desnível total acumulado na travessia.
Nova evasão em BTT, neste Domingo pedalámos por trilhos do Mar de Minde.
Quem desce a Serra de Aire vê uma enorme mancha de água no vale de Mira-Minde. Olhando para os mapas, não é suposto aquele lago existir. Olhando melhor, não se trata sequer de um lago, mas sim de um Polje, um lençol de água subterrâneo que inunda o vale sempre que chove muito.
O Polje de Minde ou Mar de Minde, é uma lagoa com cerca de 2,5 quilómetros de cumprimento e mais de 800 metros de largura que só enche em anos de muita chuva, o que é o caso de este ano. Fica localizada junto a Minde (15 km de Fátima) no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros.
"Os Poljes ocorrem em zonas de geologia calcária, em que a erosão ao longo das eras geológicas fez já "estragos" consideráveis. Sendo uma rocha bastante solúvel, o calcário cria redes de galerias subterrâneas, entre grutas e algares. Quando a entrada de água no sistema é superior ao caudal permitido pelas nascentes, a água eleva-se dentro da rede e inunda esta área deprimida que é o Polje, através de 2 ou 3 algares existentes na sua base, formando este mar temporário.
Polje - Mar de Minde
Serra Sto António
Buracas de Minde
Lapa do Poio
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