Mais uma evasão da aventura 100Limites, desta vez percorremos a desactivada linha do Tua em autonomia.
A Linha do Tua, desactivada em 2008 percorre um magnífico vale sempre com o rio e a linha lado a lado, ao longo de paisagens de extrema beleza e com um elevado valor natural e histórico. Este vale tem também os dias contados... ficará transformado para sempre com a construção da nova barragem.
Sem dúvida este local deveria ser preservado e aproveitado todo o seu potencial paisagistico, cultural, histórico e turístico.
Esta nova aventura começou... ainda antes de começar, bem ao estilo "nós por cá"!
Chegámos à estação de Mirandela pelas 9H30 afim de nos deslocarmos de metro até ao Cachão.
A estação lá estava em avançado estado de degradação (a linha só está desactivada desde 2008) e nem sinal de local onde pudéssemos adquirir bilhete. Lá nos informaram que tinha sido construido um novo edificio para servir os utentes do metro e lá seriam vendidos os bilhetes mas na realidade informações nem as ver... pedimos novamente informações no café do interior do tal edificio e lá conseguimos comprar os respectivos bilhetes (no café).
Finalmente chegou o metro, "picámos" os bilhetes ansiosos pela nova expedição. O metro arrancou e logo apareceu o revisor que nos informou que os bilhetes que nos tinham vendido só serviam... no sentido contrário! Explicámos toda a situação mas tivemos que desenbolsar mesmo para adquirir mais 2 bilhetes novos!
Chegámos ao Cachão pelas 10H00 e iniciámos o longo percurso ao longo da Linha do Tua, as primeiras paisagens anteviam toda a beleza do curso deste rio.
Os sinos da igreja assinalavam as 12H00 quando chegámos à simpática aldeia da Ribeirinha.
Com 8 km de percurso, efectuámos uma "paragem técnica" para o almoço.
Ficámos a conhecer o café mais popular das redondezas... o Lucky Luke !
Com os termómetros a marcarem 42ºc, nova paragem desta vez para nos refrescarmos...
Com 29km de percurso em cerca de 8H, chegámos ao apeadeiro de S.Lourenço onde tinhamos planeado pernoitar.
Subimos à aldeia afim de nos abastecermos de água e lá conhecemos umas pessoas acolhedoras e muito simpáticas que nos prepararam também o jantar.
Ali ficámos em plena confraternização num serão em que éramos as únicas pessoas em toda a aldeia.
Sem dúvida uma noite muito bem passada ali mesmo na rua com uma temperatura excepcional e sem qualquer stress ou preocupações do quotidiano do nossos dias (até porque ali nem sequer há rede de telemóvel).
Nesta aldeia existem Termas com águas famosas que curam doenças de reumatismo e de pele.
Apesar de não ter mais que uma dúzia de habitações (a maioria em ruínas) a Capela de S. Lourenço mantém-se rústica e típica.
Dia 2
Recomeçámos o percurso pelas 7H00, faltavam ainda 15km para o final em Foz-Tua.
Tunel da Falcoeira
Frágas Más
Fim da Linha
A 3 km da estação de Foz-Tua, eis que surgem os primeiros sinais de destruição.
Trabalhos nas margens e avisos de perigos diversos incluindo explosões obrigaram-nos a alterar a rota e forçados a subir toda a encosta até à aldeia mais próxima.
A única opção seria continuar por estrada e triplicar a distância para o final, o que comprometia a nossa hora de regresso a Mirandela.
A alternativa passou mesmo por traçarmos a rota pelas belas encostas de vinhas já com o rio Douro à vista.
Estação Foz-Tua, Km 0
Terminámos a linha do Tua pelas 12H00 e com o total de 47km.
Obrigado ao Sr Anibal Gonçalves pelas informações que nos disponibilizou para o planeamento desta actividade.
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